• hoje eu pude concluir uma coisa muito triste sobre mim: eu tenho um medo absurdo de ser feliz com alguém.
    hoje eu me dei conta que realmente eu tenho um pavor só de pensar na possibilidade de alguém ser feliz comigo do lado, e não é que eu não queira… eu só não consigo.
    porque o tempo e as pessoas me ensinaram a desconfiar de tudo, e o meu medo chegou no último estágio que é a paralisia.
    eu estou parado, inerte, travado.
    eu simplesmente não consigo,
    minha mente desconfia de qualquer sorriso que eu recebo
    meu coração rejeita qualquer tipo de laço que eu possa vir a ter com alguém.

    é por isso que eu não insisto e sumo, e acolho a ideia de ficar só.

  • foi aí que entendi que não era verdade aquilo que me diziam sobre a saudade, porque parecia que quanto mais o tempo passava, mais eu sentia falta dele.
    foi aí que eu entendi que não fazia sentido aquela história de superar, aquela velha história de seguir em frente.
    adiantaria eu bater de frente com o meu próprio coração? foi aí que eu entendi que ele estaria sempre ali nos livros, nas canções, no café fresquinho pela manhã ou em um fim de tarde ao admirar o por do sol.
    o tempo pode passar, mas faz questão de não deixar algumas coisas irem embora com ele.

    céu de júpiter e eclesiais: sobre café, amor e saudade.

  • m.