A convivência com os outros estava me matando aos poucos, detestava a forma como eles lidavam com as situações, me dava nos nervos quando eles fingiam ser o que não era para agradar alguém, eu nunca conseguia me encaixar naquelas historias sobre aqueles romances baratos que não deram certo.. Eu nunca me encaixava naquele “papo” de pegar três numa noite, só eu sabia o quanto era diferente, por isso me afastava, e ficava (mais uma vez) mergulhado no meu mundo “perfeito”. E foi quando resolvi sonhar com um mundo no qual não precisasse me encaixar ou até mesmo encontrar pessoas que fossem iguais a mim no modo de pensar. E mais uma vez a realidade voltou e tudo aquilo que tanto evito volta a me perturbar, eu sei que não faço parte disso mas existe um ima que me prende a essas pessoas, essa vida e acaba que sou “obrigado” a suportar e ser o mais direto possível.
poecitando & ceudejupiter, tentando conviver em sociedade
  • mas o pior de tudo é que você ainda o espera, mesmo achando que ele já te esqueceu, espera, mesmo com a sua cabeça gritando pro seu coração que ele já te superou, espera, porque você acha que nunca mais vai encontrar o mesmo cara com aquele gosto musical estranho, espera porque ninguém faz você se sentir tão bem só com uma simples mensagem de bom dia
    [..] já tentou mudar as coordenadas dos seus sentimentos, mas sempre te levam a encontro dele, o navio já não suporta mais tanta desilusão e precisa embarcar de vez sem volta. as nuvens a cada segundo ficam se sobrecarregando com seus pensamentos e acabam chorando por aguentar um oceano por anos sem saber se ainda existe sobreviventes. e o que mata é que você não sabe se ele continua o mesmo cara com aquele gosto musical estranho, se ele ainda chora ouvindo a música que antes era a de “vocês” porém, a única coisa que você sabe é que continua ai com aquele sentimento que aos poucos consome, dia após dia, o pouco de sanidade que te resta.

    anderson e miguel: sobre amor e tempo

  • a casa está em obra se recuperando das rachaduras, dos estragos, das feridas, do que ainda sobrou.
    e eu me pergunto, como pode esta casa se manter de pé depois de tudo? a resposta me surge muito rapidamente, talvez exista algo muito maior que a mantém de pé.
    talvez ela até venha a se tornar linda por fora, mas talvez continue vazia, danificada, quebrada e assombrada pelas pessoas que passaram por ali deixando o pior delas.
    que me perdoem a metáfora mas essa casa sou eu, vagando entre um cômodo e outro incansavelmente gritando, chorando, implorando pelo pouco de luz que aparece flertando entre as frestas da porta.
    e mais assustador do que ver essa casa cheia de rachaduras, feridas e estragos, é saber que a vizinhança finge não enxergar só porque ela desmorona aos poucos e em silêncio.

    céu de júpiter e angustiava: sobre reconstrução. 

  • E foi no meio daquela tempestade que eu percebi que havia acabado, foi quando eu me dei conta de que estava sozinho mais uma vez. Nós já não éramos mais “nós” era só eu, e só você, a gente havia acabado e mais uma vez ali estava eu, debruçado e de mãos dadas com a solidão novamente. Eu estava como criança que a mãe havia esquecido no supermercado, estava frustrado, com medo, só queria te ver novamente. Cada vez que escuto esses trovões me arrepio e sinto saudades, aquele foi o último beijo, e não acredito ser coincidência por ter sido debaixo de chuva. Se é assim que acaba, imploro que essa tempestade me leve pra longe, que essa água lave todo esse sentimento dentro de mim, já fiz companhia a solidão algumas vezes, não suportaria passar por isso, não sabendo que essa é a última vez que a tive em meus braços.
    céu de júpiter tomou um café com hibisco
  • eu sempre serei grato a você, por todo amor que você rejeitou e retornou para mim, me ensinando a me amar. sempre serei grato por me fazer perceber que não devemos tirar partes nossas para doar ao outro, é necessário se doar por inteiro. e somente quem nos aceita por inteiro, é capaz de nos amar completa e mutuamente.

    céu de júpiter tomou um café com curastes

  • o amor morre.
    depois de meses lutando para aceitar o fim de um,
    eu concluí que ele morre sim.
    quando a gente ama uma pessoa de verdade, o sentimento bate tão forte que achamos que nunca vamos deixar de ama-la.
    mas eu sou a prova viva de que o amor morre.
    sou sim.
    depois de muitas idas e vindas,
    de tantas mensagem de desculpas,
    dos meses de abandono.
    depois das promessas que não foram cumpridas
    e dos planos que não realizamos,
    eu descobri que o amor morre.
    eu disse que sempre estaria ali para você
    mas estou voltando atrás.
    lutei até o último segundo só para provar que se eu desistisse, não era amor.
    mas se eu insistisse em algo que não me fazia mais bem,
    eu estaria me abandonando.
    e você não valia esse sacrifício (ninguém vale).
    por isso que eu afirmo com tanta certeza
    que um dia,
    em algum momento,
    o amor vai morrer.
    o nosso foi lapidado
    mas em controversa, surgiu outro.
    ainda mais forte, ainda mais intenso, ainda mais completo.
    nasceu o meu amor próprio.

    céu de júpiter e versificar: alguns amores morrem para que outros possam nascer.

  • não é porque acabou que não valeu a pena.
    não é porque nós não estamos mais juntos, que não deu certo.
    deu certo até aonde tinha que dar, deu certo até onde o sentimento permitiu ir.
    mas sabe o que eu sinto com relação a você? é respeito, é algo maior do que qualquer coisa ruim que fez a gente acabar, eu te respeito por tudo que você me fez sentir, eu te respeito porque cada partida tua me fez amadurecer.
    e porque eu tenho uma coisa que a maioria das pessoas não tem hoje: respeito por cada sentimento provocado e por cada lembrança feliz que tivemos.
    a maioria das pessoas acham que o fim faz com que tudo de bom e especial suma. mas não some, eu lembro do seu sorriso, da sua voz e até mesmo do seu cheiro. 
    e por mais que tenhamos dito adeus algumas vezes, eu nunca sentia que fosse um adeus de verdade até nosso último dia juntos.
    e me dói, até agora me dói ter partido e te partido, mas alguém precisava fazer uma escolha, mesmo que ela fosse magoar, mesmo que fosse tão difícil e chegasse a doer todas as vezes que fosse pensada.
    te amei a cada segundo, cuidei de você e me dediquei a nós.
    mas não deu certo e não temos que procurar um culpado só precisamos aceitar.
    o destino nos prega peças e numa dessas a gente disse um adeus que infelizmente foi definitivo.
    você ainda está em todos os meus bons pensamentos e boas lembranças. 
    e eu sei que mesmo com toda dor e sentimento de abandono você ainda lembra do que fomos e do quão bons nós éramos juntos.

    céu de júpiter tomou um café com adesejei

  • Eu me peguei pensando: Como pode o amor acabar? Como algo tão nobre pode simplesmente chegar ao fim ou deixar de existir? Quando eu era mais novo acreditava naquela coisa de felizes para sempre, mas agora depois que cresci um pouco eu vejo o quão patéticos somos de acreditar que o amor iria durar para sempre, se nem nós mesmos duramos para sempre. E isso, em sua grande maioria, deve-se principalmente as expectativas que a gente põe tanto no próprio sentimento quanto na pessoa de quem a gente espera recebê-lo. A gente acredita que a reciprocidade é algo válido e que sim, independente da intensidade, ele perdurará. Mal sabemos que se não for na mesma medida em ambas as partes aquela reza toda feita pela humanidade, aquele conto de fadas ao qual somos induzidos a acreditar, não passará apenas disso: um conto. Uma ilusão. E, acabamos por não mais sonhar, não mais acreditar, não mais criar expectativas. A gente apenas deixa seguir e fica com aquele sentimento de que está faltando algo, algo que nos tirava desse mero ritual de apenas existir. E por fim, algo que era para nos dar vida, acaba nos matando, mesmo que aos poucos.
    céu de júpiter e ser de barro em uma conversa franca sobre o amor 
    m.